Misantropia

Misantropia é definido como sendo uma aversão ao ser humano e à natureza humana em geral. Também engloba uma posição de desconfiança e tendência para antipatizar com outras pessoas. Um misantropo é alguém que desconfia da Humanidade de uma forma generalizada. A palavra vem do grego misanthropía, a junção dos termos μίσος (ódio) e άνθρωπος (homem, ser humano).


imagesMisantropo:

Pessoa que tem aversão ao convívio social, preferindo viver em isolamento.

Aquele que não mostra preocupação em dar-se com outras pessoas, ou ter uma vida social preenchida – esta tem tendência a ser parca ou praticamente inexistente.

Estado de reclusão em que alguns indivíduos preferem viver.

Pessoa muito inteligente, tende a resolver desafios e enigmas com muita facilidade, já que vive de um raciocínio puramente lógico, embora normalmente ocultado.

Os misantropos expressam uma antipatia geral para com a humanidade e a sociedade, mas costumam ter relações normais com indivíduos específicos (familiares, amigos, companheiros). A misantropia pode ser motivada por sentimentos de isolamento, alienação social, ou simplesmente desprezo pelas características prevalecentes na sociedade.

A misantropia não implica necessariamente uma atitude bizarra em relação à Humanidade. Um misantropo não vive afastado do mundo, é apenas reservado (introvertido/tímido) e é precisamente por isso que é habitual serem poucos os seus amigos ou pessoas com quem estabelece um vinculo afectivo. Olham para todas as pessoas com desconfiança, é frequente serem feitos ‘juízos de valor’ (na maioria das vezes acertam) acerca de cada um que se aproxime, embora muitas vezes não o demonstrem.

São pessoas que não gostam de grande agitação ao seu redor, pois não se sentem bem diante de muita gente, preferindo ficar em casa a sair para locais de diversão (indisposição para ir a lugares com muita gente, o que invariavelmente faz da pessoa uma caseira convicta). Podem ocorrer frequentes mudanças de humor: ora feliz, ora melancólico, oscilando constantemente (poucas são as pessoas que lidam com esta característica, normalmente as mais próximas). São muito perfecionistas no que gostam de fazer e no que se comprometem a fazer. É muito frequente destacarem-se nas áreas em que estão inseridos, pois dedicam grande parte do seu tempo ao trabalho.

A misantropia costuma aparecer logo durante a infância em crianças tímidas, introvertidas e caladas que têm dificuldades em fazer amigos, nomeadamente na escola, preferindo muitas vezes ficar sozinhas. Com o passar dos anos, tendem a ser bastante sarcásticos/irónicos nas observações que fazem (pode-se dizer que em parte a grande timidez é disfarçada por estas duas características) – têm uma interpretação muito própria de tudo aquilo que observam e de tudo aquilo que lhes é dito pelas outras pessoas, sendo bastante atentos ao que os rodeia, embora muitas vezes não o pareça.

Um facto notável é que são muito inteligentes, tendem a resolver desafios e enigmas com muita facilidade, já que vivem de um raciocínio puramente lógico embora discreto. Muitos destacam-se por ter uma memória prodigiosa, utilizada como um instrumento de defesa pessoal.

Uma das explicações mais consistentes para esta aversão social deriva do facto de darem bastante relevância aos aspectos negativos que constatam nas pessoas ou simplesmente terem medo que estas os desiludam. Têm uma forte sensibilidade ficando extremamente afectados com tudo o que os rodeia (mesmo que muitas vezes não estejam envolvidos directamente) daí ser muito fácil, ao longo da vida, passarem por várias depressões.

Quando adulto, o misantropo tende a ser uma pessoa com um lado psicológico muito forte e difícil de ser abalado (resiliência). Esta característica deve-se ao facto deste possuir uma alta sensibilidade, que lhe auxilia a entender o mundo de forma mais profunda, e a reflectir durante os seus inúmeros momentos de solidão. Os misantropos são incansáveis pensadores.

É importante salientar que os misantropos, ao contrário das restantes pessoas, não consideram a solidão como algo negativo e trágico.

Viver sozinho e em constante pensamento é uma forma de entrar em contacto com o seu ‘Eu’ interior e descobrir a verdadeira razão de estar vivo.

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