Autores Russos – Intro

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A literatura russa refere-se a todos os autores russos (quer da Rússia, quer dos territórios anexados ao longo da História) dos mais variados estilos textuais ao longo dos tempos.

A literatura russa é muito famosa, e entre os grandes mestres da literatura universal contam-se russos como Alexander Pushkin, Fiodor Dostoievski, Lev Tolstoi, Anton Tchekhov ou Mikhail Lérmontov, que escreveram grandes livros como Guerra e Paz, Anna Karenina, Ivan o Imbecil, entre outros. Alexander Pushkin é considerado o fundador da literatura russa moderna, mas é no século XIX que esta ganha grande destaque mundial, com os autores Lev Tolstoi e Fiodor Dostoievski. Com a URSS, a literatura é condicionada pelo poder comunista e muitos escritores foram exilados para o Ocidente. Mesmo assim, apaixona leitores de todo o mundo e de todas as idades.

Pode ser dividida em eras consoante o tempo:

Era Antiga

São poucos os autores conhecidos. Grande parte deles eram simplesmente anónimos. Baseava-se sobretudo no quotidiano ou na fusão entre a religião cristã e as crenças pagãs.

Era pré-Dourada

Coincide com a reforma do alfabeto russo na altura dos czares Pedro I e Catarina I – século XVII. Os autores diversificaram os temas com base nos conhecimentos adquiridos em viagens no oeste europeu. Os mais conhecidos são Antioch Kantemir, Vasily Trediakovsky e Mikhail Lomonosov.

 Era Dourada

Nesta altura é introduzido o romantismo na Rússia e os temas são muito mais diversificados, indo do fabuloso ao realismo passando também pelo drama (não texto dramático). Os autores são muitos: Nikolai Gogol, com sua obra-prima Almas Mortas, é considerado o percursor da moderna Literatura Russa, Lev Tolstoi (Guerra e Paz, A Morte de Ivan Ilitch e Anna Karenina), Fiodor Dostoievski (O Idiota, Os Irmãos Karamazov e Crime e Castigo) e Ivan Turgueniev (Pais e Filhos – livro onde já surge o tema do niilismo, de uma forma mais política e revolucionária do que filosófica). A Era Dourada é marcada também pelo sentimento patriótico, sobretudo no livro Guerra e Paz, e este sentimento coincide com o estilo musical que vigorava na altura. Há historiadores que consideram que Abertura 1812 de Tchaikovsky é parte da versão musical de Guerra e Paz, de Tolstoi. Fiodor Dostoievski é a maior figura da Era Dourada e a sua obra é uma das maiores do mundo, a nível semântico e literário.

Era da Prata

No fim do século XIX e início do século XX, os estilos literários começam a diversificar-se, mas é a poesia que marca este curto tempo da literatura russa. Se Dostoievski é o grande mestre da prosa, é contudo Anton Tchekhov quem domina este período.

Era Soviética

Com a introdução do comunismo na Rússia, as ideias literárias tiveram que ser filtradas de modo a não ofender o sistema em vigor. Embora não houvesse uma polícia ou um departamento de estado que analisasse as obras (como a Censura, em Portugal), a ideologia comunista estava muito enraizada na mente da maioria das pessoas, sobretudo no início da década de 30. Por exemplo: em Portugal, durante o Estado Novo, se um escritor louvasse o passado histórico «brilhante e maravilhoso» não sofreria qualquer sanção. Na URSS, pelo contrário, aquele que louvasse a história czarista era preso, pois o regime rejeitava esse período histórico.

Muitos escritores continuaram a escrever em clandestinidade e outros tiveram de fugir para o Ocidente.

Desta época destacam-se Valentin Kataev, Aleksey Nikolayevich Tolstoi e Máximo Gorki. Alguns foram perseguidos pelo regime soviético: Ivan Alekseyevich Bunin (Prémio Nobel de Literatura em 1933), Alexander Kuprin, Andrey Bely, Marina Tsvetaeva, Vladimir Mayakovsky, Vladimir Nabokov, Boris Pasternak (Prémio Nobel de Literatura em 1958) Michail Aleksandrovich Sholokhov (Prémio Nobel da Literatura em 1965) e Alexander Soljenitsin (chegou a ser preso num campo de concentração mantido pelo regime soviético, os famosos Gulag, e depois premiado com o Nobel da Literatura em 1970). Em 1987, a Rússia ganhou novo Prémio Nobel de Literatura, com Joseph Brodsky.

Era Pós-Soviética

Depois da Era Soviética, a literatura do país enfraqueceu.

No início do Séc. XXI, os russos voltaram a mostrar interesse nas novas qualidades da literatura proveniente das províncias. Uma das escritoras é Nina Gorlanova, que descreve o dia a dia das populações nessas zonas tal como na Era Antiga.

O estilo policial também surgiu nesta altura. Darya Dontsova é a escritora mais conceituada neste género, com mais de 50 livros publicados.

 

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