Sobre Influências – 2

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© John Kenn Mortensen

Referi-me anteriormente a influências. A todos os outros que de alguma forma me inspiraram a ser eu próprio.

Por vezes, não carece de ser um romance gigantesco, uma obra profunda e vastamente trabalhada. Nem sequer um poema intrincado, recheado de camadas de profundidade. No corpo de todo um livro salta uma frase, um parágrafo, uma ideia.

Já nos podemos dar por satisfeitos se descobrirmos uma ideia.

Max Aub é suficientemente conhecido, sem ser uma estrela. Duvido que alguma vez tenha ambicionado sê-lo. Os anos apagaram-me da memória o exacto momento em que o descobri, onde, como, através de quem, ou se foram os meus gestos que se encontraram com ele.

Numa infância longínqua, terei visto por acaso um texto seu representado, e aquela imagem de um homem pálido e taciturno, de gabardina e cartola, nunca mais me abandonou.

Disto se fazem também as influências. Não apenas do que convictamente enumeramos nas melhores conversas, dos livros que brilham nas estantes, mas de pequenos nadas, de grãos que por ali ficam sem darmos por eles, até ao momento em que se transformam noutra coisa de verdadeira relevância.

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